A condenação a vida

Olá leitores.
Hoje vi uma jovem mãe amamentar a sua filha no ônibus. Não posso negar que de primeira vista me incomodou em ver um seio descoberto. Eu, e todo mundo, tenho o direito de me incomodar com a nudez, mas não podemos condenar uma mulher por querer alimentar a sua criança.
Já cansei de ver notícias de mães que foram expulsas de um local/evento por amamentarem a sua criança em público. Chega! Ninguém é filho de chocadeira. Estamos em 2015. Todos nós fomos amamentados. É um processo lindo e natural. A mulher é o ser mais forte do universo. Ela é capaz de gerar uma vida e alimentá-la usando apenas o seu corpo.
A fase de amamentação é a mais importante para o indivíduo. Não é apenas o primeiro alimento; é o mais rico nutricionalmente que vamos tomar na vida. O leite materno além de fornecer todos os nutrientes e energia ele também oferece recursos de imunidade. É recomendado que se amamente a criança no mínimo até os dois anos de idade. Além disso é a fase que mais criamos vínculo com a nossa mãe.
Eu me incomodei com o seio amostra da mãe, mas não posso alimentar esse sentimento. Amamentação é vida e amor. Devemos incentivar a amamentação e não condená-la. Desrespeitar tal ato é incentivo ao ódio e a criação de uma geração de pessoas fracas.
O reflexo disso está nas jovens mães, principalmente aquelas que não estavam preparadas para a maternidade, que se recusam a amamentar ou terminam esse trabalho cada vez mais cedo. Não é somente a condenação quando elas fazem em público. É também o medo de ter seios caídos no futuro. É também o medo da dor que pode vir a sentir durante o ato, já que é uma área muito sensível do corpo.
Por isso, reclamadores de plantão, não reclamem das mães que amamentam em público. Elas já tem que se preocupar em criar uma pessoa decente que no futuro saiba cuidar da própria vida ao invés de ficar buscando problemas por aí. Que tal aprenderem a fazer Cupcakes ao invés disso?
Minha amiga Beatriz Pedrosa separou essas imagens de pinturas de mulheres amamentando para todo o mundo ver (vejam como isso é coisa da sua época, coisa tradicional);

"A Origem da Via Láctea" de Jacopo Tintoretto


"Madonna del Latte" de Ambrogio Lorenzetti
"New Earth" de Eleanor Colburn, 1933
"Mother and Child" de Gaston Parison (1889 - 1959, França)
"Maddonna Litti" de Leonardo da Vinci. 1490

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