O restaurante no fim do universo

Autor: Douglas Adams
Tradutor: Paulo Henriques Britto e Carlos Irineu Da Costa
Coleção: O MOCHILEIRO DAS GALAXIAS, V.2
Editora: Arqueiro
Assunto: Literatura Estrangeira - Ficção Científica
Páginas: 170
Nota: 

Eu dei uma nota bem menor para esse livro porque senti que a história não foi tão envolvente. A melhor parte, no sentido de crítica contra a sociedade e no sentido de comédia, só aparece nos últimos capítulos. E o final do livro é incompleto. Já comecei a ler o terceiro livro dessa série e não vi nenhum nexo com o final do ultimo livro. Claro, eles continuam no mesmo local. Mas em uma situação em que não achei nenhuma explicação.
Além disso o livro ficou bem mais pesado intelectualmente. Eu vi alguns vídeos de critica a esse livro e muitos deles não compreenderam como foi possível a chegada deles do Restaurante no Fim do Universo, que é a parte principal do segundo livro. Eu acho que o autor ou a tradução não soube explicar melhor. Eu entendi porque também assisto Doctor Who e outras ficções cientificas. Mas é mais ou menos assim; Zaphod, Ford, Arthur e Trillian resolvem jantar no Restaurante no Fim do Universo. Esse restaurante não é um local no espaço, é um local no tempo. Para chegar nele é preciso viajar no tempo até as horas finais do universo e de tudo conhecido. Quando, segundo o livro, tudo terminará de existir com a explosão da última estrela. Não é preciso pagar e nem fazer reservas. Porque? Bem, se não tivesse dinheiro para pagar era só voltar no tempo alguns milhões de anos e depositar 1 centavo no banco e voltar pro restaurante, quando os juros do banco vão ter transformado aquele 1 centavo em uma enorme riqueza. E se você não tivesse reserva, era só voltar um pouco no tempo, um ou dois dias, e reservar. E o restaurante sempre está cheio, mas nunca falta vagas. Porque se você não for naquele momento, pode ir em outro. Mas como assim? O universo só acaba uma vez? Simples, o restaurante é atemporal, ele não está sujeito as mudanças do tempo. Então quando o show acaba, ele volta no tempo e abre novamente.
Bem, se já deu um pouco de dor de cabeça, imaginem no livro.
Nessa edição a história segue confusa e lenta, várias páginas são gastas tentando descrever o local. E como eu disse, só fica engraçado mesmo no final. Mesmo assim eu aconselho ler, mas pulem até o final, quando Ford e Arthur caem em um planeta primitivo.

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