Cronicas de um filhote

Quando ele veio para a minha casa era uma bolota de pelos abusada e mimada. Queria tudo na hora que bem entendesse. E quando não tinha na hora dele, sentava e olhava como quem passa fome. Ninguém resistia a fofura dele. Cresceu da mesma maneira, a maneira dele. Mastigou móveis e sapatos, mesmo tendo milhões de brinquedos de morder. Apesar de ter perdido a aparência fofa, ainda era incrivelmente lindo.
Enquanto a mim? Nunca quis um cachorro. Por causa dele não pude viajar pra muito lugares, sair pra outros lugares e as vezes não conseguia estudar por causa do barulho dos latidos dele ou porque tinha que limpar a sujeira dele. Eu gosto mais de gatos.
Rejeitava aquele saco de pulgas quase todos os dias. Até que voltei da faculdade muito triste. Tudo tinha dado errado naquele dia. Perdi o ônibus, peguei outro lotado, cheguei atrasada na aula, professor faltou, a aula seguinte teve prova surpresa e choveu na hora de voltar e eu estava vestindo roupas de verão. Quando finalmente voltei pra casa aquela coisa babona veio até mim pulando, ele nunca entendeu que eu não gostava dele.
Mandei ele ir deitar e ele continuou atras de mim. Fui até a cozinha pegar um copo d'água e ele sentou na porta da cozinha. Mandei ele ir dormir e ele veio lamber o meu joelho. Foi então que sentei no piso e disse "Porque você está aqui ainda? Eu não gosto de você!" e ele lambou o meu rosto. Por mais que eu insistisse, ele continuava lá, com aquela cara de bobão. Então eu percebi que os cachorros amam as pessoas incondicionalmente. Nesse momento eu o abracei e contei sobre o meu dia, ele lambia as minhas lágrimas e no final foi pegar a bolinha pra eu brincar com ele. Esse cachorro se tornou o meu melhor amigo.

Esse na foto é o meu filhote, James Dean. Espero que tenham gostado dessa história inspirada nesse pequeno mimado Beagle. Beijos, Tuí.

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