Os Elfos e o Natal



Parte 2



            Paul di Bordeaux

Olhei a TV, estava começando o noticiário local. Sentei ao lado dela, mas a certa distancia.

- Boa noite. Uma onda de mistério devasta Londres. Presentes de Natal estão sendo roubados das árvores. As famílias estão desesperadas e as poucas testemunhas relatam sobre homens baixinhos entrando em suas casas e roubando seus presentes. Acredita-se que uma gangue anti-natal esteja cometendo esses crimes.

- Hum... - Satoshi surgiu atrás de mim. Odeio quando ele faz isso.
- Satoshi, temos que ir para Londres. – Disse.
- Humanos não são problema meu.
- Mas meu pai está lá!
- Esta bem. – Ele desviou o olhar.


            No dia seguinte deixamos Laura no trem para a Itália e pegamos um avião para Londres.
            A cidade estava realmente vazia. Poucas pessoas se atreviam a sair. Pegamos um taxi até a casa do meu pai.

- Como seu pai é? – Perguntou Satoshi. Ele estava um pouco tenso. Contei para ele sobre o telefonema. Ele não falou nada desde então.
- Parecido comigo fisicamente. Também se chama Paul. Responsável. – Sorri. – Não sabe cozinhar.
- Peixe com fritas realmente não é uma ceia de Natal.
- Nunca fale mal de peixe com fritas enquanto estiver em Londres!

            Meu pai não estava em seu apartamento, ele sempre deixava uma chave em baixo do tapete quando ele sabia que eu estava chegando, mas dessa vez não fora necessário. Um homem de cabelos castanhos curtos, de meia idade, magro e de óculos abriu a porta assim que procurei pela chave.

- Ah! – Ele disse, apertou os olhos e nos avaliou de cima a baixo. – Satoshi e Paul! Estava esperando por vocês, entrem! - Ele abriu a porta e entramos. – Sentem-se. Querem chá? Eu quase nunca cozinho, mas acho que acertei dessa vez. – Ele correu para a cozinha. Usava um terno azul com um all star. Combinação estranha, mas esse tênis é confortável.
- Cadê o meu pai?
- Ah sim. O seu progenitor do mesmo nome. – Ele disse da cozinha, estava pegando o chá. - Ele foi trabalhar.
- Quem é você?
- Eu? – Ele voltou com as xícaras, um pacote de biscoitos amanteigados o bule de chá em uma bandeja de prata. – Eu sou o Doutor. – Se ele tivesse me falado isso no começo do ano teria empurrado ele pela janela. Mas agora eu acredito em tudo.
- Prove.
- Eu tenho isso. – Ele pegou a chave de fenda sônica.
- Pode ser falso. – Dei um sorriso sarcástico e olhei para Satoshi, pela primeira vez ele estava confuso. – O Doutor pode mudar de forma, ele pode ser qualquer um. Cadê a TARDIS?
- Ah. – Ele franziu a testa e fez um sinal para segui-lo.

Um comentário:

Letí Bianchini disse...

Aaah , tinha q acabar logo agr ? To curiosa